A traição




Uma das coisas que mais chama a atenção para mim quando relembro a Paixão de Cristo é Judas e sua traição. Ele traiu Jesus por 30 moedas de prata que, ao final, viu que de nada serviam. Quantas vezes não somos como Judas a trair Jesus por bem menos que isso? Quantas vezes preferimos as moedas de prata deste mundo – limitadas, passageiras, temporais – do que ao eterno e constante bem que Cristo nos oferece?

Judas e Pedro traíram Cristo, a diferença entre eles, como São Josemaria Escrivá certa vez lembrou, é que Judas não acreditou na misericórdia de Deus, mas Pedro, sim. Judas se encheu de ódio de si mesmo por ter entregue o Filho de Deus. Pedro se encheu de arrependimento e sentiu-se amado ao lembrar de tudo o que aprendeu com Jesus. O ódio escraviza. O amor liberta. 

Que cada vez que nos lembrarmos da Paixão do Senhor, possamos olhar cada chaga e, sentindo a misericórdia de Deus, dizermos: “Senhor, tu fizestes tanto por mim, o que posso fazer por ti?”

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