Como viver um Namoro Cristão

  • 13:37
  • By Modéstia e Pudor - Colaborador
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Quem nunca leu um livro que, ao terminar, pensava: “todos deveriam ler isso!”. Foi este o sentimento que tive ao fechar as últimas páginas deste livro espetacular do padre Californiano Thomas G. Morrow, intitulado Namoro Cristão em um mundo supersexualizado.  Nele o autor apresenta dicas preciosas para viver um namoro segundo a vontade de Deus. Destacarei trechos da obra e comentarei brevemente, esperando sinceramente que este texto venha estimulá-los a mergulhar na leitura mesma das graciosas páginas do livro de Pe Thomas.

ESCOLHER O CÔNJUGUE PERFEITO

Falando sobre a intimidade espiritual:
“Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, o Deus em Três Pessoas. Entre Elas, existe uma completa intimidade de amor. Tanto, que definem-se apenas pela sua relação mútua. Descobrimo-nos a nós mesmos e nos realizamos somente na medida das nossas relações com Deus e com o outro. Mas essas relações devem ser íntimas e não superficiais, ao leva-las à prática. Afinal de contas quem há que deseje realmente uma relação superficial com Deus? É uma relação assim que torna aborrecida e pesada a religião. No casamento, passa-se o mesmo. Uma relação superficial entre marido e mulher pode ser incompleta e catastroficamente odiosa. Para compartilhar a intimidade, um casal deve ser capaz de compartilhar os pensamentos mais íntimos, os desejos, os sentimentos, os sonhos, os temores e as alegrias” (p. 23-24).

Não há pessoa perfeita, nem melhor, mas sim um “adequado para você”, como Thomas afirma. Este ponto é importante: “Se você mantiver altas as suas esperanças e moderadamente baixas as suas expectativas, não se sentirá desapontado” (p. 27).

O autor narra uma ocasião em que, após uma separação, ficou desolado e totalmente desesperado. Após muita oração, conseguiu superar. E diz:

“Esta experiência ensinou-me duas coisas: em primeiro lugar, que a oração é essencial quando se procura acertar na escolha. E não uma oração qualquer, mas a que pede que se cumpra a vontade de Deus, não a própria. Em segundo lugar, aprendi que, para se viver de um modo razoável e feliz, a cabeça deve convencer o coração. O contrário faz o homem infeliz. (Coisa análoga acontece quando se procura viver a virtude da castidade)” (p. 28)

Pe Thomas diz que o tempo adequado de namoro é de 2 anos.

“A pessoa que você escolha tem de se alguém que o ajude a chegar ao Céu. É necessário observá-lo/a em numerosas circunstâncias diferentes, não apenas nos jantares ou nos cinemas, bem como ter em conta as opiniões de outras pessoas, considerando-as com prudência. Sobretudo, é necessário manter-se muito perto do Senhor através da oração, da Missa, da confissão e de uma vida honesta. Numa palavra, só com a graça de Deus se pode fazer uma escolha acertada” (p. 30)


ENTENDER O AMOR
Pe Morrow se baseia no livro Os quatro amores de C.S. Lewis para falar de amor. Em grego, há quatro palavras diferentes para referir-se a amor:
- ágape, que se costuma traduzir por “amor divino” porque exprime o amor substancial de Deus pela humanidade;
- philía, que diz respeito à amizade e é chamada algumas vezes “amor fraterno”;
- storgé, que se traduz por afeto e se costuma chamar amor familiar;
- eros, a quarta, que é o amor passional, entre homem e mulher.

“Cada um dos quatro tipos de amor tem o seu lugar nas nossas vidas. Os quatro são bons no lugar adequado. Só o amor ágape é divino e vivifica todos os outros. Os três amores humanos murcham e morrem no egoísmo se não estão animados pelo amor divino. Se, pela graça, o amor ágape se converte no tema dominante da vida, acontecem duas coisas. Em primeiro lugar, você começará a amar como Deus ama, coisa que o encantará. Em segundo lugar, será capaz de unir-se com Deus e com os outros no amor. Nenhum prazer da terra poderá superar essas boas relações. Nenhuma outra coisa nos proporcionará essa felicidade perene, no namoro, no casamento ou no Céu” (p. 52)

UM DESAFIO IMPORTANTE: O NAMORO CASTO
“Por que é imoral o sexo fora do matrimônio? Brevemente: é imoral porque o sexo é um símbolo de compromisso marital de amor e porque pode dar origem a filhos que serão concebidos e educados na estável comunidade de amor que é o matrimônio” (p. 55)

POR QUE UM NAMORO CASTO, UM NAMORO CRISTÃO?
“Num namoro cristão, ele e ela relacionam-se em nível pessoal, não em nível físico. E assim abrem espaço para as muitas coisas de que devem falar, todas elas encaminhadas a compartilhar os profundos desejos dos seus corações e os seus sonhos mais íntimos. Essa é a base que dá fundamento e solidez a um bom casamento, e que o protege de vir a cair na rotina” (p. 62)

“Sem a entrega que implica, o sexo tende a despersonalizar o outro. Faz da outra pessoa um objeto para mim, não uma pessoa unida a mim pelo amor. Só quando uma pessoa se relaciona corretamente com o namorado/a obterá a experiência da alegria de um amor profundo e enriquecedor” (p. 65)

“Fulton J. Sheen teve uma grande visão do futuro quando disse que o nível de civilização de uma sociedade é sempre determinado pelas mulheres. Se as mulheres se negam ao sexo pré-matrimonial e insistem em que o homem as trate bem antes e depois do casamento, elevam o nível da cultura no seu conjunto” (p. 68)

VIVER UM NAMORO CRISTÃO
“Quando se opta pela castidade, vive-se com a dignidade de quem se sabe imagem e semelhança de Deus. E assim se ganham forças para viver sob a razão, e não à mercê dos desejos e impulsos, como os animais” (p. 76)

“Lembre-se: o que procuramos não é a castidade em si mesma, mas o Reino. A castidade é muito importante, mas não é o mais importante. O mais importante é cultivar uma vida de oração, uma vida sacramental, uma vida de culto; em resumo, uma relação tão profunda de amor com Deus que nos facilitará viver castamente” (p. 82)

UMA CHAMADA AO PUDOR
“Se uma mulher ressalta exageradamente os seus encantos físicos, certamente apagará outros, mais pessoais, mais importantes e mais duradouros” (p. 86)

“[...] as mulheres devem ser atraentes pela sua santidade, não pelos seus vestidos exagerados ou indecorosos, não pelas suas jóias. Afinal de contas, não há nada mais atraente que a santidade” (p. 87)

O autor conclui dizendo que o pudor “é um cuidado que se baseia no amor e na caridade”.

O MODELO BÍBLICO DE NAMORO

“A mulher de fé deve compreender que ela é um grande prêmio” (p. 93)
“Deste modo, a mulher é o prêmio a ser alcançado e o homem aquele que o alcança com o seu amor” (p. 95)

“Estou convencido de que um propósito-chave do namoro é que o homem aprenda a ser civilizado e respeitoso, assim como a valorizar o carinho sem sexo, e que a mulher aprenda a disciplinar o seu amor. Os homens devem descobrir a arte de amar na sua dimensão espiritual e afetiva, mas não sexual. As mulheres devem fazer com que a razão modere os seus sentimentos, sem perder a serenidade, permitindo que o homem as procure e se comprometa” (p. 99)

ESTRATÉGIAS NO NAMORO CRISTÃO
“A autêntica castidade não consiste em conter o desejo até encontrar uma válvula de escape lícita. É uma virtude necessária durante toda a vida. É viver em paz com o apetite sexual, tanto antes do casamento como depois. Não é uma solução a curto prazo, mas uma parte da autêntica vida cristã” (p. 108)

ENCONTRAR O PRÍNCIPE ENCANTADO
“A chave da doutrina cristã é esta: reze como se tudo dependesse de Deus, e trabalhe como se tudo dependesse de você” (p. 119)

“Se um homem não capta a importância do bom comportamento, você deve dizer-lhe adeus e explicar-lhe a razão. Com isso, talvez plante nele uma semente que o ajude a corrigir-se e a chegar a ser um bom marido para outra” (p. 122)

“Não se concentre demasiado em conhecer alguém dentro da sua área geográfica. Seja flexível no que não é essencial” (p. 124)

BUSCAR A MULHER DOS SONHOS
“Antes de encontrar a Mulher dos seus sonhos, o homem deve ser o Príncipe Encantado [...] O homem cristão é decidido mas ao mesmo tempo amável, como o seu modelo, Jesus Cristo. Sente-se seguro de si mesmo, mas é humilde, conhece as suas limitações [...]” (p. 132)

“Parece que são muitos os homens a quem falta fortaleza. Lembre-se: um coração fraco nunca conquistará uma mulher” (p. 134)

COMO ACEITAR QUE SE CONTINUE SOLTEIRO
“Se você está solteiro, não é o momento de pensar ansiosamente no casamento, mas de conseguir ser melhor pessoa. Esforce-se por relacionar-se com Deus por meio da oração, da Missa diária – sempre que seja possível – e dos sacramentos. Procure apoio para a sua fé na leitura de livros que tratem de temas de espiritualidade e frequente algum grupo de formação católica, ou pelo menos trave amizade com outros católicos autênticos que o ajudem a viver a fé com mais facilidade. Concretize as suas metas profissionais e dê os passos necessários para alcança-las. Vigie os seus gastos e não desperdice o tempo com frivolidades, que assim gozará de liberdade e maturidade para cultivar amizades boas e enriquecedoras. Deixe de ligar automaticamente a televisão quando voltar para casa. Se fizer tudo isso enquanto está solteiro, estará bem preparado para quando aparecer a pessoa adequada com que casar-se e, o mais importante, agradará a Deus” (p. 167)

O MATRIMÔNIO CRISTÃO
“Quais são os problemas morais da anticoncepção: Brevemente: cria uma mentalidade anti-vida nos esposos, um amor centrado no casal, uma espécie de amor excludente. Simboliza um amor que não é completo. E, por último, manipula e degrada um ato que é sagrado e que tem uma delicada harmonia destinada ao bem dos esposos” (p. 191)

Daqui adiante Thomas G. Morrow dará breves dicas práticas para o matrimônio, o noivado e a celebração do casamento. São sugestões específicas e testemunhos de casais. Por serem mais objetivos, optamos por não expô-las aqui pois, para uma correta compreensão, recomendamos a leitura na íntegra.

Esperamos que tenham apreciado que estes trechos já tenham feito brotar belos frutos em seu interior.

Boa leitura e que Deus os guie!

Salve Maria!





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1 comentários

  1. Texto conciso e atinente ao essencial. Parabéns pelo site.

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