O movimento feminista visto de dentro

[Recebemos este texto de uma leitora que pede para não ser identificada e, se necessário, chamarem-na pelo pseudônimo de "Elisa"]

Texto escrito por uma mulher. O que o feminismo quer de você, moça?




Este é um relato de alguém que cansou do movimento feminista universitário, cansou das mentiras e das ilusões que o movimento feminista vende. Vejam bem, não é do feminismo em si. Se o feminismo é a busca por direito de ser com plenos direitos civis, concordo totalmente. Mas se o feminismo se transforma na luta pelo direito legítimo de odiar os outros – eu só penso “ainda bem que saí desta droga”.
O movimento feminista, como todos sabem sem maiores explanações, está intimamente ligado com a esquerda. As vertentes com mais adeptas são o feminismo liberal, radical e interseccional. Resumidamente, a vertente liberal defende que os homens podem participar do movimento; a radical exclui os homens, as pessoas transexuais e admite somente mulheres; e a interseccional prega que qualquer opressão deve ser levada em conta no sistema patriarcal em que vivemos. A vertente que, na minha visão, tem mais adeptas (e que está mais na moda) é o feminismo interseccional. Pense em uma olimpíada da “opressão”: quem for mais ferrado pela sociedade ganha o prêmio e o direito de falar – a chave disto tudo é uma palavra mágica, a “Vivência”. Aí é que a situação sai do controle. Por quê? A vivência, artifício de “cala boca”, explica tudo, e serão escourraçadX aqueles que tentarem incluir no debate qualquer autor que faça minimamente uma análise social ou que tenha mais que dez páginas – em português viu? [Porque estudar é coisa de gente elitista e acadêmica, saber minimamente o próprio idioma já é quase um pontinho que você perde no bingo da opressão, aí fica chato]. Para quem não conhece, vai um exemplo: "Mas Fulano disse que...."; "Pare de me silenciar, cala a boca, eu quero que esse macho acadêmico se ***, vou chamar o moderador pra te banir do grupo agora". 

Só pra dar um pequeno panorama da guerra que existe dentro do próprio feminismo na web, as pessoas fazem listas com os nomes de "fulano e fulana" que fazem parte de qualquer outra vertente que não concordam, e compartilham estas listas no inbox alheio. Uma tática muito usada é o "racha" – alguém posta um link e diz "Vejam só que machista elitista transfóbica lesbofóbica lgbtfóbica ETfóbica X coisa, vamos lá rachar". O racha consiste em fazer um exercito online para invadir uma página e xingar todos e todo mundo que tenha uma atitude que o movimento julgue como errada. O feminismo na internet também é um ambiente favorável para a criação de "ídolos" da militância – esse aí vai ter o poder pra falar por todo mundo, e quase sempre essas pessoas que por um acaso se tornaram famosas nesses grupos, alimentam esse egocentrismo todo, um quer ser mais salvadorx da pátria que o outrx. Tudo isso se baseia em quem tem mais vivência pra falar nas olimpíadas da opressão, e não demoradamente se periga criar minis "diva" do nível de Luciana Genro, aquela figura caricata que veste os militontxs nos encontros do PSOL com as máscaras de seu próprio rosto. 

 
Fora da internet há muito menos barulho, mas mais exemplos de táticas:
inundar (leia-se sujar) o ambiente da universidade com cartazes de teor "Vou cortar sua pica macho; mulheres em luta; meu corpo minhas regras; fora Igreja machista; fora (insira aqui qualquer conservador conhecido); mulheres do partido (insira aqui qualquer partido de esquerda) em luta"; e por aí vai. Não preciso elaborar um raciocínio longo para mostrar que a esquerda revolucionária e o feminismo universitário se amam, se adoram, ajudam um ao outro – e que esse amor por depredar o bem público, desde pixar banheiros até invadir e quebrar a universidade, só pode ser resultado da mistura dessas duas paixões nas mesmas mulheres.

Mas como essa doença se instaura na cabeça de alguém? Como se chega a tal ponto? Como eu faço para que uma amiga minha não caia nisso? Cuidado: quanto menor a autoestima, mais fácil de cooptar uma mente, e logo, não será o feminismo que pensa assim, mas VOCÊ.


Ué, mas não era o feminismo que fazia a cabeça das mulheres, por que falar em você agora? Porque as mulheres internalizam isso. Imaginem só, quanto mais frágil e sozinha é a moça, mais fácil é que ela seja convencida de que o mundo é uma coisa tenebrosa, nojenta, de que os homens são os vilões de tudo, e o pior: de que ela é INCAPAZ. E de que o feminismo é um GRUPO seguro. Para ser gente, você PRECISA dele. Fascista? Jamais, fascista é a direita, viu?!

Essa é toda a base do movimento feminista atual, a ideia de que a mulher não é autônoma, ela sempre está submissa a algo (sistema) ou alguém (homem). Não tem autonomia própria, não tem pensamento próprio, não tem capacidades, não pode pensar por si mesma, porque o mundo é um lugar machista e inseguro. Você, mulher, só será feliz dentro do GRUPO. 


E quem discorda ou sai disso, o que acontece? Cinco possibilidades: a primeira é que a direita te comprou, a segunda é que você só está reproduzindo opressão, a terceira é que você não sabe mais o que faz, a quarta é que “suas amigas” vão usar a tática da espiral do silêncio e te deixar o mais sozinha possível, e a quinta é que – PASMEM – muito provavelmente há um homem fazendo a sua cabeça e te levando pro mau caminho. 

É por isso que virei conservadora. Peço que se vocês, principalmente mulheres, que virem uma moça nessa doença de feminismo vermelho, a ajudem, pois no fundo só está com os parâmetros errados. Não vamos mentir: o objetivo do feminismo é que a mulher se destrua tanto que não consiga sair mais dele. E é por isso que este texto não tem assinatura. Ainda não tenho coragem de me revelar conservadora. Só restou o medo.

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