Curta a solteirice



Muitas mulheres colocam metas de vida: vou me formar na faculdade aos 21, casar aos 25, aos 27 terei meu primeiro filho, bla bla bla.
Não, não vou falar que devemos colocar Deus aí no meio e que as coisas devem acontecer de acordo com a vontade Dele (embora seja isso mesmo que eu pense).
A questão é: enquanto você não encontra a pessoa certa, se desprenda dessa busca e das metas que você colocou para você mesma, e curta seu tempo de solteira.

Estas dicas e ideias não são minhas... São inspiradas no capítulo de mesmo nome deste post do livro "Como encontrar sua alma gêmea sem perder sua alma", do casal Jason e Crystalina Evert.

Matrimônio e Sacrifício


Em certa altura do livro, os autores citam uma frase famosa: "é melhor estar solteira querendo estar casada do que estar casada querendo estar solteira".

Muitas pessoas - seja para a cura de carências, seja por ingenuidade, seja por falta de formação, seja por fuga, seja por outro motivo - entram no matrimônio sem saber, muito bem, o que ele significa. Em nossos tempos vende-se a ideia de que casar é entrar em um parque de diversões... Isso pode ser exemplificado pelas extravagâncias utilizadas nos casamentos: chá de lingerie, chá bar, feiras e mais feiras de noivas, produtos e lembrancinhas caríssimas, massagens nas festas, fantasias, entre outros. Não há problema em ter uma festa de casamento de luxo - se você tem dinheiro para isso - o problema está no fato de que a maioria das pessoas perdeu o sentido do que é realmente o sacramento do matrimônio.

O tapete vermelho simboliza o martírio; o vestido branco e o véu, a pureza e a castidade da noiva; a aliança, a eterna união. Sim, casamento é martírio, é mortificação. A esposa se martiriza nas dores do parto, ao alimentar o bebê com os seios em carne viva, ao acordar durante a noite para cuidar dos filhos, ao se privar de vontades próprias pelo bem da família. O marido se martiriza ao deixar, muitas vezes, de atender aos próprios caprichos para trazer sustento a própria casa, ao se abdicar de suas vontades para agradar a esposa e aos filhos, ao suportar o cansaço no trabalho por ter, durante a noite, ajudado a esposa a cuidar dos filhos. Claro que há os momentos de alegria! Mas há os muitos momentos de mortificação. Se entramos no barco do casamento sem a devida preparação do que significa isso, ou imaginando que o sentimento fugaz do namoro irá sustentar o edificio matrimonial, iremos sair dele divorciados. 

Portanto, aproveite o tempo de solteira para se preparar para estes sacrificios, e para refletir se é essa mesma sua vocação.

Aproveitar o tempo


Depois do casamento vêm os filhos, o cuidado com a casa, a dificuldade de unir trabalho à vida de mãe e esposa, entre outras mil preocupações que surgem decorrentes deste novo estado de vida. O tempo e a tranquilidade da vida de solteira passaram. 

O período da solteira é, então, um bom momento para estudar assuntos que você gosta, se aperfeiçoar na sua profissão, crescer em virtudes, juntar dinheiro e fazer um mochilão, sair com as amigas para jantar, se fortalecer em amizades, se aprofundar na vida espiritual, fazer trabalhos voluntários, viajar a outros países em grupos humanitários... Enfim... Aproveitar o tempo da maneira que, se você fosse casada, não aproveitaria.

Escolher muito


Eu, particularmente, não concordo com as pessoas que dizem que as mulheres de hoje estão "escolhendo muito" e, ao que me parece, Jason e Crystalina concordam comigo! rs

As mulheres de hoje são, muitas vezes, machucadas, indecisas, inseguras e carentes. Não é questão de "escolher demais". É questão de criar consciência de que iremos passar a maior parte de nossas vidas ao lado de alguém. Observando os muito casamentos fracassados que temos hoje, e, às vezes em nossas próprias famílias, problemas com maus maridos - beberrões, adúlteros, consumidores de pornografia, violentos ou grosseiros - as mulheres criaram certo medo de repetir o passado de suas mães, tias ou avós. 

O que não se pode ter é a ideia de que as pessoas são perfeitas. Os sacrifícios do matrimônio também perpassam suportar e aperfeiçoar o caráter e temperamento do cônjuge. O tempo de solteira é um bom momento para refletir sobre nosso próprio temperamento, caráter e personalidade; nos conhecermos melhor para então conhecermos melhor outra pessoa.

Praticando o amor


"Você não precisa namorar para aprender como amar. Na realidade, acredito que mulheres menos preparadas para o amor duradouro sejam aquelas que tiveram o maior número de relacionamentos. Elas rompem com todo homem em sua vida, exceto um - e é presumível que este único permaneça até que a morte os separe? Embora não exista nada de errado em manter diferentes relacionamentos antes do matrimônio, as pessoas tendem a superestimar o valor de relacionamentos passageiros como preparação para aquele que será permanente. Se você quer realmente aprender como amar, comece amando os membros de sua família. Se você pode amá-los, será capaz de amar qualquer pessoa no planeta!" (EVERT, Jason e EVERT, Crystalina. Como encontrar sua alma gêmea sem perder sua alma. São Paulo: Editora Canção Nova, 2014. p. 279)

Quando você estiver desesperada por estar solteira, pergunte a si mesma: eu me conheço bem? Sei sobre meus vícios e virtudes? Sei onde costumo errar e onde costumo acertar? Tenho certeza da minha vocação? Tenho certeza sobre o que realmente significa o matrimônio? Já aproveitei minha vida de solteira saudavelmente? Tenho amigas fieis e verdadeiras e já passei boas épocas com elas? Estou formada em virtudes o suficiente para ser uma boa e santa mãe de família? Sei me sacrificar nas pequenas coisas pela minha família?


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