O que há de errado com a masturbação? Penso nela como um modo de se livrar das tentações sem levar ninguém ao pecado

Traduzido por Rogério Schmitt do original "What’s wrong with masturbation? I think of it as getting rid of your temptations without leading anyone into sin"


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A masturbação não nos “livra” das tentações, assim como a prostituição também não. Ambas podem até aliviar temporariamente os desejos sexuais, mas o nosso objetivo como cristãos não é simplesmente nos livrar das tentações, e sim glorificar a Deus com os nossos corpos. A ideia de que a masturbação possa ser usada para reduzir os desejos sexuais é equivalente a dizer que o fluido de isqueiro pode ser usado para apagar um incêndio. O fato é que a masturbação incentiva os pensamentos libidinosos, e ensina a pessoa que ela merece (e precisa de) gratificação sexual sempre que sentir desejo.

Para entender por que a masturbação é errada, precisamos nos afastar do constante clamor do mundo pela realização das nossas “necessidades” sexuais – e retomar o plano de Deus para o sexo. A sexualidade deve ser um dom entre o marido e a mulher para os propósitos da procriação e da união. Quando ela é retirada de tal contexto, o dom é degradado e, no caso da masturbação, deixa inclusive de ser um dom. O propósito da sexualidade é abandonado, pois o centro do ato sexual passa a ser o “eu”, em vez do “nós”. A pessoa é treinada para procurar em si mesma a realização sexual. O dom da sexualidade é mal-empregado, em favor do prazer estéril.

Quando as pessoas utilizam mal a sua sexualidade, elas podem começar a usar o prazer para melhorar o humor, para aliviar a tensão ou para esquecer a solidão. A masturbação se torna uma fuga. Ela até pode pacificá-las, mas jamais irá satisfazê-las. Elas usam as fantasias de suas mentes e os prazeres de seus corpos para fugir da realidade e do chamado ao amor. A meta da atividade sexual se reduz à mera recepção do prazer, em vez da demonstração do amor. Se homens e mulheres se acostumaram a usar a sua sexualidade dessa maneira, por que isso mudaria repentinamente após o casamento? O marido e a mulher simplesmente usarão o(a) esposo(a) como um substituto para as suas fantasias. O problema é que a luxúria será transferida para o outro, e não curada por dentro. 

Além disso, se a pessoa criou o hábito de usar a luxúria como um modo de lidar com o stress, ela continuará a recorrer às várias formas de luxúria (pornografia, masturbação, infidelidade, e assim por diante) como remédios para o stress dentro do casamento. Em vez de buscar por consolação de um modo saudável, a pessoa aprende a encontrar consolo no prazer.

O casamento não é a cura para o problema da masturbação. Como o vício adestrou na pessoa os seus impulsos desordenados, os prazeres verdadeiros do matrimônio – ainda que muito superiores – podem não ser capazes de saciar os seus apegos deformados. Para onde a pessoa se voltará a fim de encontrar tais prazeres dentro do casamento? Na maioria dos casos, ela continuará a recorrer à masturbação, o que causa sofrimento e aflição no cônjuge, e destruição no casamento

A pessoa que não preserva a própria pureza quando está sozinha terá muita dificuldade em permanecer pura quando estiver com mais alguém. Se ela carece de autocontrole quando sozinha, ela será incapaz de se doar adequadamente ao cônjuge quando chegar a hora. Não se pode dar o que não se possui. Assim, se você não tem autocontrole, você não pode se dar de verdade a outra pessoa. Não existe amor se não existe doação de si próprio. Portanto, se você genuinamente deseja amar o seu marido ou esposa, você deve fortalecer o seu autodomínio. 

Ainda que possa ser difícil superar o hábito da masturbação, isso é algo perfeitamente possível. Clique aqui para algumas dicas.

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