Se duas pessoas do mesmo sexo se amam de verdade, e desejam ser fiéis por toda a vida, por que elas não podem se casar?



Traduzido do original por Rogério Schmitt

Se você é igual a mim e tem amigos que sentem atração pelo mesmo sexo, você sabe que esse é um tema profundamente pessoal e sensível. Apesar de algumas pessoas que sentem essa atração serem contrárias à redefinição do casamento[1], aqueles que desejam se casar muitas vezes acham que a Igreja os discrimina, e que é injusto ela se opor ao seu simples desejo de se amar. Contudo, em última análise, a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo não é sobre direitos iguais, intolerância ou ódio – e nem sequer sobre a homossexualidade

A questão é sobre a definição de casamento, e sobre quem possui a autoridade de defini-lo. Por exemplo, se uma mulher quiser se casar com dois homens, a Igreja acredita não ter autoridade para redefinir o casamento a fim de realizar aquele desejo. Do mesmo modo, se um marido decidir que não quer mais ficar casado com a sua mulher para poder casar-se com outra, a Igreja também não possui autoridade para fingir que ele poderia validamente se casar com qualquer outra pessoa. Como disse Jesus, “Todo o que abandonar sua mulher e casar com outra, comete adultério” (Lc 16, 18).

A Igreja reconhece que os ensinamentos de Jesus sobre o matrimônio podem ser causa de sofrimento para quem deseja viver de outro modo. Mas, quando defende o plano original de Deus para o casamento, a Igreja não está manifestando ódio por qualquer grupo de pessoas. Na verdade, a Igreja acredita que apesar de algumas coisas no Evangelho serem difíceis de aceitar, nós somente iremos nos realizar se confiarmos no plano de Deus para as nossas vidas. 


O motivo pelo qual as pessoas do mesmo sexo que se amam e querem ser fiéis para o resto da vida não poderem se casar é porque o matrimônio vai muito além do amor e da fidelidade. Esses elementos são necessários – como duas pernas de uma cadeira de quatro pernas – mas eles não são os únicos. 



Uma das razões pelas quais a nossa cultura moderna não entende o motivo de duas pessoas do mesmo sexo não poderem se casar é porque a contracepção separou a procriação do sexo. Se casais heterossexuais podem manter atividade sexual contrária à transmissão da vida, porque pessoas do mesmo sexo também não poderiam?


Para entender porque o casamento pressupõe a união do homem e da mulher, temos que definir as características essenciais do casamento e do sexo. Quando um homem e uma mulher fazem amor, eles renovam com seus corpos os votos e promessas matrimoniais. Tal conceito é fácil de entender quando se considera a essência do casamento. 


Para que um casamento válido ocorra, a união deve ser livre, total, fiel e ordenada à procriação. Todas essas características são necessárias. Por exemplo, quem consideraria válido um casamento no qual o marido forçou a mulher a casar-se com ele? E um casal que concordou em se casar e ter filhos, mas que se recusou a ser fiel? Segundo a Igreja, esses não seriam casamentos verdadeiros, mesmo que os casais possuíssem certidões legais de casamento. Do mesmo modo, se duas pessoas não podem ter o tipo de relação sexual que é desenhada para criar a vida, então elas não podem se casar.


Por causa disso, alguns dizem que a Igreja “discrimina os gays”. Essa reação é compreensível, mas notem que a Igreja não trata diferentemente os casais do mesmo sexo. Na verdade, a Igreja também acredita que casais heterossexuais não podem se casar se forem impotentes. Sem se confundir com a esterilidade (uma condição na qual o casal pode realizar o intercurso, mas não pode ter filhos), a impotência significa que a pessoa é incapaz de ter o intercurso.

Desde o princípio, o abraço conjugal foi uma parte essencial e integral do casamento. Lemos em Gênesis que “o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e já não são mais que uma só carne” (Gn 2, 24). No casamento, a total entrega de si se torna indissolúvel através da total entrega do próprio corpo. É desse modo que um casamento é consumado.

Só porque duas pessoas praticam algum tipo de abraço sexual, isso não os torna uma só carne. Por exemplo, se um homem e sua esposa somente praticassem o mesmo tipo de atividade sexual que um casal do mesmo sexo pratica, então o marido e a mulher não teriam consumado o seu casamento. 


O motivo pelo qual somente os corpos masculino e feminino podem se unir é porque eles são feitos um para o outro. De todos os sistemas biológicos dos nossos corpos (circulatório, nervoso, digestivo, etc.), o sistema reprodutivo é o único que não consegue atingir o seu propósito sem se unir a um membro do sexo oposto. Vejam o que acontece quando um cabo elétrico é ligado a uma tomada de força. Como eles foram feitos um para o outro, a luz é gerada. O mesmo é verdadeiro para a complementaridade entre os sexos e a criação da vida humana. 


Como as pessoas do mesmo sexo têm corpos que não foram criados para receber um ao outro, eles não podem expressar fisicamente os votos do casamento. Essa incapacidade de seus corpos se tornarem um só corpo expressa a realidade mais profunda de que eles não foram feitos para se darem reciprocamente em casamento. Portanto, a Igreja não possui autoridade para casar um casal incapaz de manifestar seus votos através de seus corpos. Um relacionamento não-marital não pode ser declarado como um casamento. Isso é difícil de entender para uma cultura que separa o sexo do casamento. Não é surpresa que a mesma cultura que exigiu o sexo sem o casamento agora exiga o casamento sem o sexo

Alguns defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo apontam que a Igreja permite que casais heterossexuais se casem mesmo que não possam ter filhos. No entanto, se o marido e a mulher não conseguem ter filhos por causa da esterilidade, eles ainda seriam realmente casados por ainda serem capazes de se tornar uma só carne. A validade de seu casamento não depende do que acontece no útero da mulher algumas horas ou dias após se tornarem uma só carne. Apesar de os filhos serem um fruto possível de sua união, ela ainda é verdadeira mesmo que a concepção não aconteça.

A comparação entre casais homossexuais e casais heterossexuais estéreis não procede porque a esterilidade é uma disfunção para estes, mas natural e necessária para aqueles. Se você procura por similaridades entre casais hetero e homossexuais, olhem para o caso dos casais que praticam o controle da natalidade. Os seus atos sexuais, assim como os atos homossexuais, são ordenados de modo contrário à transmissão da vida. Muitas pessoas não sabem disso, mas se um casal se casa e pretende praticar a contracepção para nunca ter filhos, a Igreja não reconhece este casamento como válido. Se eles são contrários à vida, então a Igreja afirma que o matrimônio jamais existiu entre eles. Eles entraram na cerimônia nupcial como solteiros, e saíram como solteiros. Aos olhos da Igreja, o mesmo seria verdadeiro para um “casamento” homossexual, mesmo que ele seja reconhecido pelo estado.


O casamento não foi inventado pela Igreja Católica – ou pelo governo. Na verdade, a visão tradicional do casamento (como a união vitalícia e fiel entre um homem e uma mulher) antecede o cristianismo, e pode ser encontrada em civilizações ao longo da história. A razão é simples: os casais têm intercurso, o intercurso produz bebês, e os bebês precisam de pais que fiquem juntos. Já que a mulher não tem a opção de não estar presente no nascimento de seus filhos, um dos propósitos históricos do casamento foi vincular publicamente o pai à sua prole. Ainda que isso não pareça romântico, as diferentes culturas sempre reconheceram que a estabilidade de qualquer civilização depende da estabilidade de suas famílias. Desse modo, a instituição do casamento sempre esteve intrinsicamente ordenada à procriação e à vida familiar. De fato, a palavra “matrimônio” literalmente significa “o dever da mãe”.


Vamos supor, no entanto, que o casamento não precise estar ordenado à união corporal e à vida familiar. Se o casamento fosse redefinido para representar a mera união emocional e a coabitação, por que ele precisaria ser permanente? Por que ele precisaria ser sexualmente exclusivo ou restrito a duas pessoas? Muitos casais do mesmo sexo concordam que a fidelidade e a permanência sejam essenciais ao casamento. Mas um fato persiste: se a visão tradicional do casamento discrimina os casais do mesmo sexo, então o reconhecimento do casamento homossexual também não discriminaria todos aqueles outros “casamentos” que não são nem monogâmicos e nem permanentes? Como aqueles que são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo poderiam legalmente recusar essas outras possibilidades de casamento?

Uma popular revista de defesa dos direitos dos gays explicou bem a questão ao escrever que: “Os direitistas contrários à igualdade sempre insistiram que a permissão para o casamento gay destruirá a santidade do 'casamento tradicional'. Naturalmente, a resposta conservadora sempre foi negativa. Mas o que aconteceria se – para variar – os malucos hipócritas estiverem certos? Será que a tradição gay de relacionamentos masculinos abertos poderia realmente modificar o casamento tal como o conhecemos? E isso seria algo tão ruim assim? Talvez agora seja o momento ideal para os gays recorrererem a uma leve maquiagem no casamento”[2].

Aos olhos de Deus, o casamento é um sinal do amor de Cristo por Sua noiva, a Igreja (Ef 5). Como já sabem os jovens de hoje, o casamento já está partido o suficiente. A redefinição do casamento obscureceria e refutaria ainda mais esse sinal do amor divino, que é livre, fiel e criador da vida. Como disse um professor que defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo: “conceder a legitimidade do casamento aos relacionamentos homossexuais criará uma revolta implícita contra a instituição em seu próprio coração”[3].



Uma outra consideração que precisa ser feita é a questão das crianças e o seu bem-estar. Se alguém é favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, então ele ou ela terá necessariamente que ser favorável à produção, por engenharia genética, de crianças sem mãe ou sem pai. Afinal, os casais casados do mesmo sexo desejam ter filhos com a sua própria constituição biológica. Para chegar lá, eles empregam técnicas como a fertilização in vitro, a inseminação artificial e as barrigas de aluguel. 

A criação deliberada de bebês sem mãe ou sem pai é um experimento social que demonstra uma falta de preocupação com as crianças. A aprovação dessa prática equivale a dizer que “ser criado pela sua mãe biológica dá no mesmo que ser criado pelo parceiro masculino do seu pai”. É certo que nem sempre é possível aos pais biológicos criar um filho. Algumas crianças precisam ser adotadas. Mas uma mamãe não pode ser substituída por dois papais, ou sequer por duas centenas deles! Basta perguntar a qualquer um que tenha perdido a mãe por causa do divórcio ou da morte. Pelos mesmos motivos, os papais não são boas mamães. Ambos são únicos e irrepetíveis.

Um homem criado por duas mamães assim relatou a experiência: “Tomei ciência daquilo muito cedo. Eu vivi, e experimentei, a ausência de um pai como uma amputação”[4]. Ele não está sozinho. Uma famosa celebridade lésbica adotou um filho, e lhe perguntaram o que ela diria se ele quisesse um papai. Ela respondeu que, quando tinha seis anos, o menino disse: “Eu quero ter um papai”. A resposta dela foi: “Se fosse para você ter um papai, você não me teria como mamãe, porque eu sou o tipo de mamãe que quer outra mamãe. Foi assim que a mamãe nasceu”. Ele disse: “Tudo bem, então eu fico com você”[5]. O menino foi levado a sentir que estaria rejeitando a mãe se desejasse ter um pai. Ela também afirmou que o seu filho agora sabe que “Há diferentes tipos de pessoas; que ele cresceu na barriga de outra mulher, e que Deus olhou para ele, percebeu haver uma confusão e o trouxe para mim”. Em outras palavras, já que Deus não queria que ele tivesse um pai, Ele interveio para evitar tal erro. Outro caso de uma criança adotada por um casal gay foi publicado num periódico especializado. No artigo, o menino explicou que um dos papais contratava babás para cuidar dele, mas as dispensava sempre que ele se apegava demais a elas. Isso aconteceu três vezes, e o menino, aos quatro anos, passou a fazer terapia devido aos seus problemas psicológicos, pois ele desejava “comprar” uma mamãe [6]. 

Não há dúvidas de que pais do mesmo sexo cuidam de suas crianças. Torcem por elas nas apresentações do jardim de infância, as confortam no sofrimento, e fazem muitos sacrifícios por elas. O mesmo poderia ser dito dos pais e mães solteiros, dos padrastos e madratas, e dos pais adotivos. Mas nada disso modifica o fato de que o melhor para as crianças é viver com os seus próprios pai e mãe. Parece que os únicos que se recusam a admitir isso são os lobistas do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se é biologicamente necessário que homens e mulheres cooperem para gerar as crianças, por que não deveríamos acreditar que ambos os pais são igualmente necessários para o desenvolvimento do bem-estar dessas crianças?

Apesar de o mundo ter aceitado tranquilamente essa ideia por milhares de anos, alguns sociólogos modernos tentaram mostrar que pais do mesmo sexo e pais biológicos são igualmente capazes de criarem crianças felizes. Mas consideremos o seguinte fato: se uma menina não cresce ao lado do pai, ela será mais propensa a sofrer abuso sexual e a experimentar a gravidez indesejada na adolescência. E os meninos sem pai também têm maior propensão a se envolverem com o crime e a irem parar na prisão[7]. Diversas pesquisas mostram que as crianças criadas por pais do mesmo sexo não se realizam tão bem quanto aquelas que são criadas por seus pais biológicos casados[8].

Alguns ativistas homossexuais contestam tais descobertas, argumentando que outros estudos mostraram o contrário. O que eles não percebem é que sua conclusão é inexplicável. Muito tempo antes de surgir o debate do casamento entre pessoas do mesmo sexo, décadas de intensa pesquisa já mostravam que as crianças se realizam melhor quando criadas por seus pais biológicos do que em qualquer outra situação (padrastos e madrastas, pais solteiros e pais heterossexuais não casados)[9]. Por que deveríamos esperar que as uniões entre pessoas do mesmo sexo proporcionassem um benefício parental que nem mesmo os pais adotivos heterossexuais são capazes de oferecer aos seus filhos? Além disso, se dois papais podem criar um filho tão bem como uma mãe e um pai, então por que um pai e duas esposas não poderiam criar um filho melhor do que ninguém? 


Muitas pessoas que possuem atração pelo mesmo sexo almejam se tornar pais e mães. E estes desejos são saudáveis, bons e compreensíveis. Mas, no final, o direito de a criança viver com o seu pai e a sua mãe deveria preponderar sobre o desejo de se ter um filho. Em outras palavras, os direitos dos filhos deveriam vir na frente do direito aos filhos. 


Todas as questões mencionadas acima são emocionalmente voláteis, e quase sempre geram debates acalorados. Os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo alegam que os outros precisam aprender a celebrar a diversidade e a se tornar mais tolerantes. Mas, ao mesmo tempo, tais defensores não toleram aqueles que acreditam no casamento tradicional. O rigor das leis é utilizado contra os que não concordam com o estilo de vida alternativo, e o casamento do mesmo sexo é apresentado pela mídia como uma questão de direitos humanos, equivalente ao casamento inter-racial. Mas se a crença no casamento tradicional e o racismo são a mesma coisa, então os que o defendem serão vistos como racistas. Eles serão desprezados e rejeitados como hipócritas odiosos e preconceituosos.


Como os jovens são particularmente ciosos do dano provocado pelo isolamento social e pelo bullying, muitos deles rejeitam o ensinamento da Igreja sobre a homossexualidade. Equivocadamente, eles acreditam que a mensagem da Igreja contribui para o ódio e para a discriminação injusta. Por causa da mídia, os adolescentes de hoje sofrem uma pressão avassaladora para não “odiar gays” – como se o convite à castidade envolvesse algo diferente do amor e do respeito profundos. Os jovens, talvez mais do que todo mundo, percebem que todos nos sentimos impelidos a satisfazer os desejos mais profundos do coração. Mais do que apenas ter direito a tal satisfação, Deus nos criou para alcançá-la. Ninguém deveria impedir a outra pessoa de descobri-la! No entanto, a nossa realização primordial não pode ser encontrada em nenhum relacionamento humano. Se Deus nos criou para provar a realização perfeita, talvez devêssemos Nele confiar quando Ele diz que ela só pode ser encontrada quando O seguimos.



O que quase não se nota em meio à retórica acalorada é que a Igreja convida todas as pessoas para o amor – independentemente de suas atrações sexuais. Pode parecer surpreendente, mas a Igreja hoje não proíbe as pessoas com atração pelo mesmo sexo de se amarem reciprocamente. Na verdade, a Igreja é a única instituição que as convida para o amor. Nós somos criados para o amor, e nossas vidas não têm sentido se não o experimentamos. No entanto, muitas vezes precisamos crescer em nossa compreensão do que o amor realmente significa. Se duas pessoas do mesmo sexo se amam, elas farão o que for melhor uma para a outra. Elas irão encorajar-se reciprocamente a se identificar como filhos amados de Deus que casualmente sentem atração pelo mesmo sexo – em vez de pessoas que se definem por seus impulsos sexuais e que casualmente acreditam em Deus. Elas desejam a união por causa do seu amor, mas o amor verdadeiro deseja mais do que a mera união física e emocional; ele deseja o bem do outro. Ele deseja o Céu para a outra pessoa, e irá encorajá-la a abraçar a virtude da castidade. Isso não é uma renúncia ao amor, mas a sua expressão profunda e corajosa.




[1] ‘‘I’m Gay and I Oppose Same-Sex Marriage’’ by Doug Mainwaring, Thepublicdiscourse.com; ‘‘A Gay Catholic Voice Against Same-Sex Marriage’’ by Mark Oppenheimer, The New York Times (04/06/2010).
[2] Ari Karpel, ‘‘Monagamish’’, The Advocate, 07/07/ 2011.
[3] Ellen Willis, ‘‘Can Marriage Be Saved? A Forum’’, The Nation, 05/07/2004, pg. 16.
[4] Jean-Dominique Bunel, citado em ‘‘French homosexuals demonstrate against same-sex marriage’’, por Wendy Wright, Lifesitenews.com.
[5] Rosie O’Donnell, ‘‘ABC Primetime Thursday’’, entrevista com Diane Sawyer (14/03/2002).
[6] Eisold, B. K., ‘‘Recreating Mother’’, The American Journal of Orthopsychiatry, 68(3), (Julho 1998), pgs. 433–42.
[7] Kristen Anderson Moore et alii, ‘‘Marriage from a Child’s Perspective: How Does Family Structure Affect Children, and What Can We Do about It?’’. Child Trends Research Brief (Junho 2002), 1(2), pg. 6.
[8] Mark Regenerus, ‘‘How Different Are the Adult Children of Parents Who Have Same-Sex Relationships? Findings from the New Family Structures Study’’. Social Science Research, 41, 2012, pgs. 752–70; “Marriage and Public Good: Ten Principles” (Princeton, The Witherspoon Institute, 2008).
[9] Susan L. Brown, ‘‘Family Structure and Child Well-Being: The Significance of Parental Cohabitation’’. Journal of Marriage and Family, 66(2), (2004), pgs. 351–67; Wendy D. Manning, et alii, ‘‘The Relative Stability of Cohabiting and Marital Unions for Children’’. Population Research and Policy Review 23, 2004, pgs. 135–59; Sara McLanahan e Gary Sandefur, “Growing Up with a Single Parent: What Hurts, What Helps” (Cambridge, Harvard University Press, 1994).

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