Feminismo, poder feminino e o livro "Ah! Se eu soubesse..."



"Eva aceitou o conselho de uma alcoviteira, a serpente. E veja que Eva tinha poder sobre Adão, ele fez o que sua amada quis. Se você reparar bem, os homens sempre fazem o que as mulheres de que eles gostam querem. Se o homem gosta mesmo da mulher e esta resolve casar, o cara casa; se ela diz que não quer casar, o cara não casa, continua com ela da forma como ela decidir.
A mulher tem poder sobre o homem. E tinha muito mais quando guardava seus tesouros carnais para o homem que brigasse com o dragão para merecê-los. Veja, uma pessoa só é culpada de algo se exerce uma função de responsabilidade, de liderança. Se Eva foi culpada, é porque era líder, exercia influência sobre Adão; esta é uma das grandes lições desta história, seja ela uma fábula ou não. Os judeus que a escreveram certamente observavam como as suas mulheres eram influentes em suas vidas.
As mulheres agora, por conta de outras alcoviteiras (as feministas), abriram mão de sua liderança natural. Está mais do que na hora de as mulheres deixarem de ouvir alcoviteiros e se perguntarem: 'Mas o que vai me fazer realmente feliz?'
As feministas dizem que casamento é opressor. Bom, todo pacto, seja ele qual for, envolve direitos e deveres. Se você for pensar que tudo o que envolve deveres é opressor, você vai ficar separada da sociedade. Lembro de Chesterton dizendo que as mulheres acham "opressor" trabalhar para suas famílias, mas não se importam de serem mandadas por um patrão. E o casamento era muito mais opressor para o homem do que para as mulheres quando ele escreveu isso. O homem antigamente tinha o dever de sustentar sua família; pesava-lhe essa responsabilidade. Agora ele divide isso com a mulher, e são poucos ainda os casos em que o homem, apesar de sua esposa trabalhar fora como ele, ajudam-na nas tarefas de casa.
A mulher ficou com muito mais responsabilidades. A mulher podia trabalhar, mas não era obrigada; hoje a mulher é obrigada a trabalhar, pois mesmo que o homem possa sustentá-la, ela nunca sabe se um dia não vai levar um pé na bunda, ser trocada por uma 'novinha'. E, além de cuidar da casa, filhos e trabalhar, ainda tem que cuidar do corpo, para o 'querido' não dar no pé. As mais revoltadinhas vão dizer: 'É, mas nós também podemos dar um pé na bunda deles'. Claro, e vão ficar com os filhos a tira-colo. Quero ver namorar com filhos! Eu sei como é, posso dizer de cadeira. E não se esqueça que nós corremos atrás da máquina tentando ficar jovens e magras, pois os homens são muitíssimos mais suscetíveis à beleza e à juventude do que nós. Então a concorrência para nós é muito mais cruel do que para eles.
Não adianta espernear; é preciso aceitar a realidade. Eu sei que as coisas não vão mais ser como eram antes, ou pelo menos não serão tão cedo. Mas nós precisamos pelo menos repensar algumas coisas, por exemplo: sobre se nosso papel de dona de casa e mãe é realmente um papel menor, como querem tanto as feministas. Se educar as crianças é algo tão menor, por que a ONU quer tanto educar nossos filhos? Leia o livro de Pascal Bernardin chamado Maquiavem Pedagogo e leia também The Deliberate Dumbing Down of America, de Charlotte Iserbyt, e você vai ver do que estou falando.
Será que não está na hora de a gente educar nossos filhos e não a tevê e a escola fazerem isso? Principalmente no que tange aos valores? Acho que já passou da hora de isso acontecer. E está na hora de educá-los para terem família e serem felizes em suas famílias. Esse papo de que os jovens têm que se divertir enquanto são jovens leva uma mensagem de fundo: a vida de casado é ruim, não é divertida. Não digam isso aos seus filhos. Se você acha que eles devem namorar antes de casar, pelo menos digam a eles que a juventude é para amadurecer e conhecer as coisas, mas não digam que é para curtir, pois essa frase contém um veneno subentendido, o de que casar, ser adulto, é uma desgraça, que não é algo que se possa 'curtir'. Isso vai fazer mal para eles. Vai fazer com que, quando eles chegarem ao momento de tomarem decisões definitivas, eles titubeiem, e, o pior, tomem decisões que deveriam ser definitivas, mas que depois não conseguirão sustentá-las.
As palavras têm muita força. Cuidado com as palavras que você usa. É muito tentador dizer, principalmente para os meninos, que se deve curtir e fazer de tudo, mas pense no destino eterno de seus filhos. Conheço um exemplo de como essa coisa de 'fazer de tudo' pode prejudicar uma pessoa: conheço um rapaz que experimentou sexo a três e ele agora admite que sexo normal não é a mesma coisa; ele queria poder voltar a ter o mesmo prazer com sua namorada, que ele tinha antes de exprimentar sexo a três, mas ele não consegue, pois ultrapassou os limites. Ele teve todo o prazer possível e agora paga por isso, não obtendo o mesmo prazer de antes. E foi uma garota que o levou a isso. Foi ela que o convidou, pois ele não estava procurando isso.
Veja como nós jogamos contra nós mesmas. Como vamos querer caras legais, fiéis, se estragamos assim os homens? Nós, as Evas, temos a faca e o queijo na mão, temos o poder de influenciar Adão, e e decidimos influenciá-lo como? Negativamente! Estamos repetindo o mesmo erro do tempo da serpente! Evas, aprendam a resgatar o seu poder."

- Moraes, Amanda. Ah! Se eu soubesse...Porto Alegre: Editora Age. 2015. p.110-112. Grifos nossos.



Amanda Moraes é o pseudônimo de uma ouvinte da Rádio Vox da época que eu tinha o programa Modéstia&Pudor. Gentilmente ela me enviou um exemplar do livro que transcrevi um trecho.
As ideologias revolucionárias surgidas nas "elites intelectuais" influenciam a sociedade por meio da cultura. O resultado são histórias como as de Amanda: fortes, reais, que mostram, na prática, como sua vida foi estragada por falsas ideias compradas por ela e muitas jovens acerca de sexo e liberdade feminina. Acredito que não seja um livro cujo público alvo são leitoras deste blog. Este é um livro para aquelas mulheres perdidas na vida, que gostam de viver no sexo livre, feminismo e não-responsabilidades. Conversei com Amanda por facebook (um doce de pessoa!) e comentei que haviam partes no livro que não concordava em termos morais (os leitores mais bem formados moralmente se o lerem entenderão). Ela concordou comigo e disse que escreveu para um público que não consegue nem mais entender o conceito de amor. É verdade, Amanda, as ovelhas perdidas são as que mais precisam de resgate...

Vocês podem encontrar o livro na livraria virtual da Editora Age.



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