Veja como a evolução do maiô revela o que pensamos sobre a beleza



Por Garrett Johnson. Traduzido do original por Rogério Schmitt. Grifos nossos.

Como católicos, nós temos que reconquistar o campo de batalha conhecido como “beleza”. Moro atualmente na Itália, e sempre fico impressionado com o fascínio pela beleza que emana das paredes de quase todas as igrejas e da maioria dos museus.

Todas as épocas têm as suas imperfeições (inclusive a Idade Média e a Renascença) mas, mesmo assim, histórias mal-contadas e livros didáticos parciais conduziram a uma ignorância completa da saudável fascinação dos católicos pela beleza. 

A diferença principal da visão católica para a visão secular corrente é muito simples: a beleza é um presente, um dom de Deus – e não um objeto a ser usado para o nosso prazer egoísta.

A beleza deve ser elevada, contemplada, protegida e respeitada. A pura beleza é um caminho que nos conduz para a própria Beleza. Hoje em dia, no entanto, a mera apreciação da beleza normalmente provoca olhos arregalados e auto exposição.

Na verdade, muitas vezes a apreciação pouco tem a ver com isso. Tudo o que importa é tomar e usar. Aquilo que originalmente servia para abrir não somente os nossos olhos, mas também a nossa mente, se reduziu a estímulos externos, a um momento de deleite sem sentido que cega os nossos olhos e os nossos corações. 




Mas, antes de prosseguir em minha retórica anticultural, preciso ser cuidadoso. A modéstia e a beleza pura podem até sair de moda ao nível convencional, mas elas nunca saem de moda ao nível antropológico. O desejo de atenção, de ser conhecido, de ser admirado, são todos ecos de um desejo mais profundo de amor e de reconhecimento. 

As paredes acidentadas do medo, do egoísmo, da luxúria e da insegurança podem distorcer estes ecos, e nos levar a atirar pérolas aos cães. Pior ainda, podem nos levar também a esquecer o que é uma pérola ou o que fazer com uma se a encontrarmos.

Mesmo assim, o desejo de viver modestamente – e de ter uma compreensão e uma atitude saudáveis diante da beleza – é algo que ainda habita em cada coração humano e que continua a buscar caminhos para se expressar. 

O mais notável no enfoque da Jessica Rey é o fato de que ela agiu para mudar a situação. Ela superou as críticas e deu um passo concreto para mudar a cultura. Santo Agostinho gostava da ideia de que o lugar onde se tropeça é justamente o lugar de onde se deve levantar. A resposta à moderna pseudo-visão da beleza exige que uma versão nova e autêntica seja apresentada.

Isso vai acontecer, em primeiro lugar, graças à oração pessoal. Cristo nos oferece um coração novo e olhos novos: olhos que enxergam segundo o coração. Olhos que sabem o momento de olhar e o momento de não olhar. Olhos que obedecem à beleza, em vez de dela fazer pouco caso. Essa conversão interna vai então nos levar a produzir uma verdadeira conversão cultural e social.


A visão de Cristo deve tornar-se a visão de nossas famílias, de nossos corações e de nossas nações. Devemos ser criativos em nosso apostolado. Encontrar jeitos novos de quebrar os antigos paradigmas. Devemos cercar o próximo de sinais orientados para Deus, para o Deus Jesus Cristo – e não para os falsos deuses do egoísmo e do comodismo.

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Leia também: Biquini, maiô e praia

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