Campanha #PartiuConfessar: Pecado e Salvação



Fala, pessoal!! Algumas pessoas que estão participando da campanha #DoeSeusMéritos também resolveram participar da mini campanha #PartiuConfessar, que visa difundir a importância do sacramento da confissão, especialmente neste tempo quaresmal.

O primeiro post é sobre Pecado e Salvação. Ao final deixarei os temas da campanha e os links acrescentarei conforme os blogueiros/youtubers envolvidos publicarem ;)

Vamos ao tema deste texto!! Afinal, de onde surgiu o pecado? Eu vou contar a história mais ou menos do jeito que conto para meus catequisandos de Crisma hehe

Deus é Amor. O amor pressupõe liberdade. Quando Deus criou os anjos, Ele os criou em liberdade, porque Ele os ama. Quando Deus criou o homem, criou em liberdade, porque Ele nos ama. No plano original, Deus fez a humanidade para que desfrutássemos de toda a criação e fôssemos felizes. Porém, Lúcifer, um anjo de alta hierarquia no Céu, dentro de sua liberdade angélica, não aceitou ser submisso a Deus e se rebelou contra o Criador. É aí que acontece a famosa batalha entre ele e S. Miguel Arcanjo, que profere: "QUEM COMO DEUS? NINGUÉM COMO DEUS!". Lúcifer vai embora do céu com uma pequena legião de anjos - são os chamados "anjos decaídos" ou "demônios". A partir de então  Lúcifer procura lutar contra Deus de todos os modos e encontra no Homem, que também tem liberdade de escolha, a possibilidade de deturpar os planos do Criador e cumprir seu plano maligno. 

Em formato de serpente, Lúcifer persuade Eva a pecar pela desobediência, cuja raiz é a soberba. Deus criou o homem para sermos deuses, mas com Ele, por Ele e nEle! Lúcifer apresenta a Adão e Eva a possibilidade de serem deuses, mas sem Deus.

O final da história, já sabemos. Adão e Eva escolhem pecar e até hoje pagamos o débito: há em nós uma inclinação ao mal (concupiscência) e uma privação da santidade original (pecado original). É importante salientar que o pecado humano, cometido por Adão e Eva, não tem o mesmo peso do pecado angélico, cometido por Lúcifer, pois os anjos têm um nível de ciência e consentimento muito maior que os seres humanos, além do que, para eles, não há tempo: há apenas a eternidade. Assim, o pecado de Adão e Eva, apesar da consequência para toda a humanidade, é diferente do pecado de Lúcifer. 

Bom, mas como Deus é Amor e de todo mal tira um bem maior, do pecado Ele também tirou um bem. Quando ocorreu o pecado, ocorreu uma ruptura do homem com Deus. Já havia um abismo entre a natureza humana e a natureza divina e com o pecado isto ficou mais profundo. Então Deus enviou Seu filho, Jesus Cristo, para resolver este problema. Jesus é 100% homem e 100% Deus, exatamente porque, somente assim, assumindo a natureza humana e divina, é que Deus pôde nos dar a graça santificante. Ou seja, Cristo vem para permitir que o plano original de Deus seja reestabelecido. 

Catecismo da Igreja Católica (CIC) - 460. O Verbo fez-Se carne, para nos tornar «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4): «Pois foi por essa razão que o Verbo Se fez homem, e o Filho de Deus Se fez Filho do Homem: foi para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo e recebendo assim a adopção divina, se tornasse filho de Deus» (83). «Porque o Filho de Deus fez-Se homem, para nos fazer deuses» (84). «Unigenitus [...] Dei Filias, suae divinitatis volens nos esse participes, naturam nostram assumpsit, ut homines deos faceret factos homo – O Filho Unigénito de Deus, querendo que fôssemos participantes da sua divindade, assumiu a nossa natureza para que, feito homem, fizesse os homens deuses» (84)

Jesus morreu para nos libertar do pecado original e é de Sua cruz que brotam os sacramentos. Eles são uma ajuda para o tempo que vivermos entre a Sua Morte e Ressurreição e a Sua Segunda Vinda. O Batismo é um sacramento que apaga o pecado original, apesar de suas consequências (a inclinação ao mal) continuarem em nós. Quando Jesus voltar também a concupiscência será apagada.

Enquanto isso, temos a liberdade de pecar ou não. Segundo o CIC, "o pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a recta consciência. É uma falha contra o verdadeiro amor para com Deus e para com o próximo, por causa dum apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. Foi definido como «uma palavra, um acto ou um desejo contrários à Lei eterna» (89).O pecado é uma ofensa a Deus: «Pequei contra Vós, só contra Vós, e fiz o mal diante dos vossos olhos» (Sl 51, 6). O pecado é contrário ao amor que Deus nos tem e afasta d'Ele os nossos corações. É, como o primeiro pecado, uma desobediência, uma revolta contra Deus, pela vontade de os homens se tornarem «como deuses», conhecendo e determinando o que é bem e o que é mal (Gn 3, 5). Assim, o pecado é «o amor de si próprio levado até ao desprezo de Deus» (90). Por esta exaltação orgulhosa de si mesmo, o pecado é diametralmente oposto à obediência de Jesus, que realizou a salvação (91)." (parágrafos 1849 e 1850).

O pecado pode ser mortal ou venial. O mortal destrói a caridade no coração do homem, enquanto que o venial apenas a enfraquece. Para se cometer pecado mortal é necessário que haja uma matéria grave, que a pessoa saiba que aquilo é pecado, mas mesmo assim queira cometê-lo. Faltando uma das três condições (matéria grave, pleno consentimento, pleno conhecimento) o pecado é venial. O pecado mortal, como o proprio nome diz, mata a nossa ligação com Deus. Quem morre em estado de pecado mortal vai para o inferno. O pecado venial apenas enfraquece nossa ligação com Deus, todavia há que se cuidar porque muitos pecados veniais podem ir, aos poucos, "pavimentando a estrada" para cometermos um pecado mortal.

Se Cristo estabeleceu os sacramentos na Cruz, e se a confissão é um sacramento que serve para perdoar os pecados, então a confissão brota da Cruz de Cristo! Mas vou deixar isso para a querida Tháina Goulart continuar em seu blog...

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Campanha #PartiuConfessar

1) O pecado e a Salvação - Modéstia e Pudor
2) O sacramento da confissão e sua importância -  Tháina Goulart
3) Exame de Consciência (para que serve, frequência, como fazer) - Ricardo Brito
4) Dá para se confessar diretamente com Deus? - Católico Arretado
5) Os santos e a confissão - Exalando Santidade
6) Porque a quaresma é um tempo para nos confessarmos - Pablo Oliveira

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