A Igreja nos convida a viver a paternidade responsável

A Igreja nos convida a viver a paternidade responsável

Homem e mulher, criados à imagem e semelhança de Deus, receberam do Senhor a graça de serem cocriadores do Criador, de cooperarem com Deus na geração de uma nova vida. Nesse sentido, a Igreja não cansa de falar sobre a beleza da sexualidade humana, sobre a dignidade e o esplendor do ato conjugal (nos seus aspectos indissociáveis: unitivo - para o bem dos cônjuges - e procriativo), que, de tão digno que é, revela o próprio amor de Deus pela humanidade. Deus melhor do que ninguém conhece profundamente sua criação. E, assim, no chamado ao amor no matrimônio, na união dos cônjuges, percebemos que existe, desde sempre, uma lei natural, que não apenas regula mas também respeita os ritmos naturais da sexualidade humana, que promove e fortalece o amor, a cumplicidade e o respeito entre os cônjuges.

Os esposos, no altar, diante do sacerdote, fazem a promessa de acolherem com generosidade todos os filhos que o Senhor lhes enviar. Assim, era mais comum, anos atrás, vermos famílias numerosas. Hoje, embora menos freqüente, ainda vemos casais dispostos a receberem com generosidade os filhos, como dons de Deus.

No entanto, não podemos deixar de considerar todas as peculiaridades do mundo atual bem como os aspectos espirituais, biológicos, psíquicos e econômicos que o casal leva em conta no momento de pensar no número de filhos. E a Igreja não ignora tais questões. Ao contrário, conhecedora e ciente disso tudo, ela convida os casais a viverem a paternidade responsável. Cada caso é um caso, cada família é chamada a viver um plano de Deus autêntico e original pensando para ela, em particular. Ou seja, nem todos os casais são chamados a ter família numerosa, em razão da própria complexidade e particularidade da vida de cada casal, cada família. Todos são chamados, sim, a serem generosos com o Senhor, o que não implica dizer que todas as famílias deverão ter determinado número de filhos. Deus atua e não deixa de considerar a inteligência e a liberdade da pessoa. Mas é preciso muita atenção para não cair num erro tão comum no mundo atual de se justificar a não abertura aos filhos por conveniências e comodidades triviais, banais e mesmo mundanas.

Dessa forma, se há motivos sérios e graves para espaçar o nascimento dos filhos (a orientação de um sacerdote, de um direitor espiritual é valiosa e de relevante auxílio), o casal é chamado a buscar o ato conjugal nos períodos infecundos, considerando os ritmos naturais próprios da função geradora. O interessante é que, nesse momento, o casal é chamado a viver a abstinência do ato conjugal nos períodos férteis. E esse esforço é rico e não deixa de gerar frutos na medida em que leva o casal a crescer em virtudes, como a continência, a fortaleza, a fidelidade, entre outras. Deus é perfeito e de profunda generosidade, jamais deixa qualquer esforço nosso sem recompensa, jamais se deixa vencer em generosidade.

Equipe Modéstia e Pudor

Textos coletivos ou de autoria de outras pessoas que não são diretamente colaboradoras do blog

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