Mulheres, as guardiãs da fé

Mulheres, as guardiãs da fé

 

“Tende fé em Deus. Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: ergue-te e lança-te ao mar, e não duvidar no coração, mas crer que o que diz se realiza, assim lhe acontecerá. Por isso vos digo: tudo quanto suplicardes e pedirdes, crendo que já recebestes, assim será para vós.” (Mc 11, 22- 24)

Libertados do olhar dos outros pelo olhar de amor do Pai, reconhecemo-nos filhos e filhas de Deus. Sendo assim, é possível ser feliz só com essa dimensão diante de tantas propostas sedutoras do mundo?

 

Submissão na confiança ou “faça-se a minha vontade” ?

 Mulheres, as guardiãs da fé

                    Nossa infelicidade é que, interiormente, não nos submetemos a Deus. Não cremos que Ele possa nos escutar, que tenha uma proposta melhor que a que imaginamos para nós mesmos, ou que possa nos transformar. Mais ainda, não sabemos qual é a sua vontade.

Nossa taça é imunda, atravancada de vaidades, e o Senhor é obrigado a limpá-la antes de enchê-la. Somos então derrotados: acontece-nos o contrário do que tínhamos pedido, recaímos no mesmo defeito, ressurge a mesma mágoa quando nós lhe havíamos pedido a cura. Então, duvidamos e o abandonamos, enquanto esta seria precisamente a hora do combate da fé, a hora em que é preciso crer, mesmo quando nada se vê.

Quando os discípulos procuram Jesus para lhe perguntar: “Que faremos para trabalhar nas obras de Deus?” Ele lhes responde: “A obra de Deus é eu acrediteis naquele que ele enviou.” (Jo 6, 29) Ou seja, simplesmente confiar que os planos de Deus são maiores e melhores que os nossos.

 

O tempo de fé:
 

Mulheres, as guardiãs da fé

               A felicidade não se alcança senão despojando-nos das falsas ideias sobre o que poderia nos tornar felizes. É preciso uma firme convicção na efemeridade das coisas terrenas e ancorar o nosso coração naquilo que permanece, no que é de fato substancial. Por esta razão, é de suma importância vivermos com confiança total o tempo da fé, que é justamente o tempo entre o pedido e a resposta de Deus. É o momento de se manter à luz de Deus no “crede que já o recebestes” até a sua realização.

 

Atrair pelo sinal de esperança:

Mulheres, as guardiãs da fé

                      Nos detalhes mais simples de nossa vida é preciso praticar a fé para experimentar a bondade de Deus, sua paternidade. Quanto mais experimentamos que ele escuta nossas preces, mais nossa confiança cresce e se torna ousada. Assim podemos tornar-nos intercessores para os outros e atrair-lhes as graças, pela fé. Na sua intimidade crescente com o Senhor, a mulher é chamada para este papel de intercessora a fim de obter a efusão da graça, atraindo-a ao mesmo tempo sobre os seus e sobre toda a humanidade.

A mulher desempenha um papel importante nesta dinâmica da fé. Se o Pai a predispôs, em sua qualidade de filha, a um papel de intercessora da humanidade, ele a predispõe também, à semelhança de Maria, a Mãe, a ser a guardiã da fé. É pela fé e submissão na confiança que a mulher resgata a humanidade dos vales de lágrimas.

 

A fé é uma aventura apaixonante:

 Mulheres, as guardiãs da fé

                     Não é preciso fazer coisas extraordinárias para ser um bom servo de Deus; somente nos é pedido para crer naquele que ele nos enviou, para crer em sua Palavra, em suas promessas, em seu amor.

Quando experimentamos essa liberdade e nos tornamos sensíveis para seus sinais e sua comunicação ingressamos em uma aventura apaixonante na busca daquele que É. Ora, e sua vontade é o que ele nos prometeu em sua Palavra, pois suas promessas são verdadeiras e Deus quer para nós a felicidade: a vida em abundância, a paz que ultrapassa toda inteligência, a alegria perfeita.

 

“Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes;

naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

Os reis de toda a terra hão de louvar-vos quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa.

Hão de cantar vossos caminhos e dirão: “Como a glória do Senhor é grandiosa!”

Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra.

Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre!

Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos!”

 

Marcela Kamiroski

Toda terça-feira publicaremos um texto nesta jornada de reencontro com a identidade feminina, suas aspirações interiores e seu valor ontológico para a sociedade.

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insta: @marcela.kamiroski

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Adryana Souza

Adryana Souza

Olá, Marcela.
Que linda reflexão! Muito obrigada por tamanho ensinamento e recordação de algo que muitas vezes acabo esquecendo: confiança.
"A felicidade não se alcança senão despojando-nos das falsas ideias sobre o que poderia nos tornar felizes. É preciso uma firme convicção na efemeridade das coisas terrenas e ancorar o nosso coração naquilo que permanece..." Particularmente esse trecho me marcou muito. Deus a abençoe.
★★★★★DIA 14.02.19 08h37RESPONDER
Letícia .
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