Na obscuridade, na humildade, em meio a perseguições: 7 Coisas que você deveria saber sobre O Cura d´Ars

Na obscuridade, na humildade, em meio a perseguições: 7 Coisas que você deveria saber sobre O Cura d´Ars

 Traduzido e adaptado do original, de Winifred Corrigan, por Carolina Marroni Pulga.

 

O mês de agosto é cheio de festividades religiosas. No dia 4 de agosto – ou 8 de agosto no calendário pré-1962 - comemoramos a festa de São João Maria Vianney, também conhecido como O Cura d´Ars.

Nascido em 1786, o quarto de seis filhos de pais Católicos da região de Lyon, na França – carregada em si com a cultura e história católica. Os anos iniciais da vida de São João Maria Vianney coincidiram com a terrível, anti-católica, Revolução Francesa, fazendo com que ele crescesse frequentando missas clandestinas, oferecidas por padres escondidos em residências privadas ou em fazendas. Essa heroica e desafiadora dedicação marcou uma profunda impressão na fé do pequeno Vianney.

Sua educação fora fragmentada e interrompida durante os terrores da Revolução. Assim sendo, quando chegou a hora de finalmente entrar para uma escola, aos 20 anos, ele lutou com o rigor do Latim e outros assuntos (imagine o quão difícil seria começar a aprender formalmente aos 20 anos!). Ainda assim, ele perseverou no seu chamado ao sacerdócio, apesar da formação irregular e de origem humilde, para se tornar um “leão” da fé, um patrono poderoso para muitos na Igreja desde o seu tempo até os dias de hoje.

Na obscuridade, na humildade, em meio a perseguições: 7 Coisas que você deveria saber sobre O Cura d´Ars                                                              

 

MAIS FATOS E RUMORES SOBRE O TÃO AMADO CURA D´ARS

 

1. Em 1815, ele foi ordenado padre como uma exceção, tendo lutado para “brilhar” no seus estudos no seminário. Sua santidade evidente substituiu essa sua fraqueza.

 

2. Ele é o santo patrono dos padres, oficialmente declarado em 1929 pelo Papa Pio XI. Seu processo de canonização formal começou em 1874 quando o Papa Pio IX proclamou-o Venerável. Em 1905, o Papa Pio X declarou-o Beato, e vinte anos depois ele foi canonizado como Santo pelo Papa Pio XI em 1925.

 

3. Nós podemos rezar pedindo sua intercessão pelos padres das nossas vidas, pela conversão do coração de padres “rebeldes”, pela saúde de padres feridos, pela fortaleza e proteção dos padres corajosos, pela perseverança de padres sobrecarregados, pela saúde e bem estar espiritual e física, de nossos padres, pela segurança, salvação e fé dos padres perseguidos... poxa, há algum limite para as variações? Vamos também rezar para São João Maria Vianney pedindo pela proteção dos seminaristas e por mais santas vocações sacerdotais.

 

4. Ele era da ordem terceira dos Franciscanos, embora fosse pároco de uma paróquia.

 

5. Ouça alguns dos sermões do Santo Cura d´Ars sobre as tentações: 

 

6. Ele era querido pelos Papas:

O Papa João XXIII emitiu uma linda encíclica, Sacertotii Nostri Primordia, em 1959, sobre São João Maria Vianney, um tributo sobre sua santidade. Nela inclui temas como seu modelo de sacerdócio, seus jejuns heroicos, sua gentileza com o rebanho, sua pobreza, castidade e obediência, seu cuidado e solicitude com todos os Sacramentos, especialmente a Eucaristia na Santa Missa, e tantas outras coisas.

Em 1986, o Papa São João Paulo II visitou Ars em razão do bicentenário do aniversário natalício de Vianney, e proclamou o Cura um “raro exemplo de pastor com uma consciência aguda sobre suas responsabilidades... e um sinal de coragem para aqueles que hoje experimentam a graça de serem chamados ao sacerdócio”.

Em 2009, o Papa Bento XVI emitiu duas cartas que dizem respeito ao Cura d´Ars; a primeira, “De Sua Santidade Papa Bento XVI para os Membros da Congregação para o Clero na Ocasião de sua Assembleia,” em 16 de março de 2009. Onde ele diz:

“A missão do presbítero, como evidencia o tema da Plenária, realiza-se "na Igreja". Esta dimensão eclesial, comunional, hierárquica e doutrinal é absolutamente indispensável para toda a missão autêntica e a única que garante a sua eficácia espiritual. Os quatro aspectos mencionados devem ser sempre reconhecidos como intimamente correlacionados: a missão é "eclesial", porque ninguém se anuncia nem se leva a si mesmo mas, dentro e através da própria humanidade, cada sacerdote deve estar bem consciente de levar Outro, o próprio Deus, ao mundo. Deus é a única riqueza que, de modo definitivo, os homens desejam encontrar num sacerdote. A missão é "comunional", porque se realiza numa unidade e numa comunhão que apenas secundariamente têm também aspectos relevantes de visibilidade social. Por outro lado, eles derivam essencialmente da intimidade divina em que o sacerdote é chamado a ser perito para poder, com humildade e confiança, conduzir ao mesmo encontro com o Senhor as almas que lhe forem confiadas. Enfim, as dimensões "hierárquica" e "doutrinal" sugerem que se confirme a importância da disciplina (este termo liga-se a "discípulo") eclesiástica e da formação doutrinal, e não somente teológica, inicial e permanente”

E três meses depois, em 16 de junho de 2009, Bento XVI emitiu sua carta “Proclamação de um ano sacerdotal por ocasião do 150º aniversário do DIES NATALIS do Santo Cura d´Ars”

“Tinha chegado a Ars, uma pequena aldeia com 230 habitantes, precavido pelo Bispo de que iria encontrar uma situação religiosamente precária: «Naquela paróquia, não há muito amor de Deus; infundi-lo-eis vós». Por conseguinte, achava-se plenamente consciente de que devia ir para lá a fim de encarnar a presença de Cristo, testemunhando a sua ternura salvífica: «[Meu Deus], concedei-me a conversão da minha paróquia; aceito sofrer tudo aquilo que quiserdes por todo o tempo da minha vida!»: foi com esta oração que começou a sua missão.[7] E, à conversão da sua paróquia, dedicou-se o Santo Cura com todas as suas energias, pondo no cume de cada uma das suas ideias a formação cristã do povo a ele confiado. Amados irmãos no sacerdócio, peçamos ao Senhor Jesus a graça de podermos também nós assimilar o método pastoral de S. João Maria Vianney!”

 

7. Oração de São João Maria Vianney à Jesus (CIC 2659):

“Eu Vos amo, meu Deus,
e o meu único desejo é amar-Vos
até ao último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente bom,
e prefiro morrer amando-Vos
que viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, meu Deus,
e só desejo o Céu para ter a felicidade
de Vos amar perfeitamente.
Eu Vos amo, meu Deus,
e só temo o inferno porque aí nunca haverá
a doce consolação de Vos amar.
Meu Deus, se a minha língua
não puder estar sempre a dizer que Vos amo,
que o meu coração o diga
tantas vezes como quantas eu respiro.
Senhor, dai-me a graça de sofrer amando-Vos,
de Vos amar sofrendo,
e de um dia expirar amando-Vos
e sentindo que Vos amo.
E quanto mais me aproximo do meu fim,
mais Vos imploro a graça
de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.”

 

 

Vamos rezar à São João Maria Vianney, pedindo sua intercessão pelo mundo, pela Igreja e nossos padres:

Ó Deus misericordioso, que fizestes de São João Maria Vianney um sacerdote admirável no zelo pastoral, tornando a Comunidade de Ars verdadeiramente cristã, dai a toda a vossa Igreja, ministros zelosos e piedosos, capazes de propagar a doutrina cristã, com fé e coragem. Fazei que, a seu exemplo, possa a Igreja apresentar às comunidades, modelos e guias seguros, que orientem e conduzam a todos no verdadeiro caminho do bem e da felicidade eterna. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Carolina Marroni Pulga

Católica, gaúcha, estudante de física médica e tradutora do Blog Modéstia e Pudor. 

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Já temos 2 comentário(s). DEIXE O SEU :)
Talyta Guimarães

Talyta Guimarães

incrível como sempre, palavras sensatas sobre um assunto difícil,continuem com os posts, são todos ótimos
★★★★★DIA 12.08.18 17h33RESPONDER
Letícia B
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Letícia B

Letícia B

Obrigada, Talyta! Continue nos acompanhando :D bjos!
★★★★★DIA 14.08.18 13h40RESPONDER
N/A
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