Sexo: não dá para separar a união da procriação

Sexo: não dá para separar a união da procriação


O que significa afirmar que a relação sexual é unitiva e procriativa?

A dimensão procriativa é mais palpável de ser entendida: desligando qualquer tipo de contracepção criada ao longo dos tempos, qual o resultado natural de um ato sexual (se a mulher estiver em condições férteis para isso)? A geração de uma nova vida!

Já para entender a dimensão unitiva, é preciso citar que, durante o sexo, são liberados três neurotransmissores em especial:

- Dopamina, o “neurotransmissor da recompensa”, relacionado ao prazer e à satisfação

- Seretonina, menos intenso que a Dopamina, mas também relacionado à sensações boas

- Ocitocina, responsável por estabelecer conexão física, afetiva e emocional entre duas pessoas. É um hormônio secretado, também, durante o parto, tornando a mãe extremamente conectada ao bebê.

Já a vasopressina - podemos citar como um quarto neurotransmissor especialmente presente no sexo – estimula os homens a continuarem o ato sexual, ao passo que nas mulheres este hormônio pode estar ligado à diminuição do desejo de ter relações sexuais. É por isso que quando há maior nível de vasopressina nas mulheres, maior é sua hostilidade e estresse. Quando um homem é cavalheiro e passa segurança para a mulher, diminuem os níveis de vasopressina e aumentam os de ocitocina, fazendo com que a mulher tenha, então, mais desejo sexual.

Enquanto que para o homem os níveis mais elevados de vasopressina durante o sexo o estimulam a “deixar a parceira ir”, na mulher os níveis mais baixos a levam a querer afeto e carinho depois da relação. É também diferente o ápice sexual entre homens e mulheres: os primeiros atingem o clímax de maneira mais rápida que o público feminino. Ordenar a sexualidade significa, também, que o homem tenha autocontrole sobre seus desejos e consiga entrar no ritmo da mulher para satisfazê-la antes, durante e depois da relação sexual.

Se homens e mulheres não são educados para entenderem o que é o sexo, para que serve e como funciona, a tendência é que usem uns aos outros como objetos. Por mais que verbalizem desprendimento em relação aos parceiros, foi estabelecida uma conexão entre ambos à nível emocional e hormonal. Os resultados de ver o sexo apenas como troca de prazer – e esquecer o seu sentido procriativo e unitivo – estão estampados ao nosso redor e já foram previstos pelo Papa Paulo VI: mulheres se sentem usadas e desrespeitadas, homens não se sentem estimulados a prosseguir um relacionamento e as pessoas se sentem desvalorizadas e inseguras.

É ainda de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada”

É impossível desvincular o ato conjugal de seu duplo sentido: unitivo e procriativo. São dimensões biológicas que, se fossem corretamente entendidas e ordenadas, fariam com que sentíssemos mais prazer e alcançássemos um relacionamento mais sexualmente feliz dentro do matrimônio.

 

[Este texto faz parte do Especial Humanae Vitae. Outros textos da série: "reflexões acerca da transmissão da vida e o contexto atual"; "Leis biológicas, instinto e paixões: o que isso tem a ver com paternidade responsável?"; "Filhos: dons do matrimônio"]

[Leia também: "Sexo: o problema está em não entender seu (real) sentido"]

Equipe Modéstia e Pudor

Textos coletivos ou de autoria de outras pessoas que não são diretamente colaboradoras do blog

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