Tomás e Paquita Alvira: belo e luminoso testemunho de amor conjugal

Tomás e Paquita Alvira: belo e luminoso testemunho de amor conjugal

Hoje em dia é um desafio falar da beleza e da grandeza da vida matrimonial. Não são poucos os jovens que não veem mais encanto nessa vocação, contaminados, muitas vezes, pela banalidade de tantas histórias divulgadas pela grande mídia, ou mesmo machucados por experiências próprias ou dos pais, histórias essas com desfechos nada felizes. Eu, particularmente, sempre lamento e me dói ver um jovem tão machucado afetivamente a ponto de não mais acreditar no matrimônio. Mas, como sei que Deus renova todas as coisas e que Ele nos fez por amor e para o amor, exulto de alegria quando vejo um modelo autêntico, real e belo de vida matrimonial, que soube bem viver a grandeza dessa vocação, com sua particular exigência.

A respeito da vocação ao matrimônio, assim nos fala São Josemaria Escrivá:

Para um cristão, o matrimônio não é uma simples instituição social, e menos ainda um remédio para as fraquezas humanas: é uma autêntica vocação sobrenatural. (...) o matrimônio instituído por Jesus Cristo é indissolúvel: sinal sagrado que santifica, ação de Jesus que se apossa da alma dos que se casam e os convida a segui-Lo, transformando toda a vida matrimonial em um caminhar divino sobre a terra. Os casados estão chamados a santificar o seu matrimônio e a santificar-se a si próprios nessa união. A vida familiar, as relações conjugais, o cuidado e a educação dos filhos, o esforço necessário para manter a família, para melhorar as suas condições de vida, o convívio com as outras pessoas na comunidade social, tudo isso são situações humanas, comuns, que os esposos cristãos devem sobrenaturalizar. A fé e a esperança têm que manifestar-se na serenidade com que se encaram os problemas, pequenos ou grandes, que surgem em todos os lares, no ânimo alegre com que se persevera no cumprimento do dever.

“Tu és o caminho dela para o Céu; e tu, o dele”, dizia São Josemaria aos esposos.

Tomás e Paquita Alvira: belo e luminoso testemunho de autêntico amor conjugal, reflexo do próprio Amor de Deus

Nessa perspectiva, tenho a alegria de apresentar um casal cuja história tem encantado o coração de tantas pessoas. Tomás Alvira e Francisca Domínguez (mais conhecida como Paquita), nascidos na Espanha, se casaram no dia 16 de junho de 1939. Tiveram nove filhos. O casal vivia sua fé caminhando no carisma do Opus Dei, ambos foram Supernumerários. Fiéis ao espírito do Opus Dei, transmitiram aos seus filhos e a muitas outras pessoas um exemplo de vida cristã. Com palavras de São Josemaria Escrivá de Balaguer, fizeram de sua casa "um lar luminoso e alegre". Viveram um matrimônio harmonioso e feliz, entregaram-se inteiramente a Deus na vocação matrimonial, numa doação total, fiel e fecunda. E no cotidiano, no ordinário da vida, Tomás e Paquita souberam, alicerçados em Deus, construir um matrimônio e um lar cheios de alegria, cumplicidade e ternura.

Eles se santificaram no exercício heróico e perseverante das virtudes cristãs. A Santa Missa constituía o centro e o fundamento da vida interior. Ajudados pela graça divina e procurando manter-se na presença de Deus, souberam encher de conteúdo sobrenatural seus afazeres diários, familiares, profissionais e sociais.

Os dois padeceram dolorosas enfermidades, que levaram com grande sentido sobrenatural. Tomás faleceu em maio de 1992; e Paquita, em agosto de 1994.

O grau do seu relacionamento com Deus pode levar esposo e esposa a ser declarados santos pela Igreja.

Em 2009, foi dado o primeiro passo para a canonização do matrimônio de Tomás e Paquita Alvira. No encerramento da primeira fase dos processos diocesanos sobre a vida e virtudes do casal, o Cardeal Antonio Mª Rouco Varela, arcebispo de Madri, destacou que “modelos como este matrimônio são um instrumento evangelizador de primeira ordem para as jovens gerações”, e que “este processo de canonização confirma que ser santo não supõe fazer coisas esquisitas ou espetaculares, ao contrário, supõe sim uma luta decidida por unir-se a Deus no cotidiano, no ordinário da vida, e doar-se aos outros”. 

Nesse momento, talvez você esteja se perguntando como eles conseguiram viver uma vida inteira feliz e serena na vocação matrimonial, considerando as exigências e dificuldades diárias, o trabalho, os problemas, a educação dos filhos, como foi possível? Primeiro é preciso dizer que eles contaram com a graça de Deus, é claro. Mas também para desfrutarem dessa alegre vida diária, Tomás e Paquita Alvira contaram com uma grande base, um sólido ponto de partida: suas qualidades pessoais e virtudes e sua formação cristã. Somado a isso, contaram com o encontro, ainda antes de casados, com São Josemaria Escrivá. O que os levou a buscar viver a riqueza da doutrina sobre o matrimônio, difundida de maneira tão bela e com vibrante entusiasmo pelo fundador do Opus Dei. E, assim, alicerçaram sua espiritualidade conjugal, a vida matrimonial e familiar, além da profissional e social.

Se pensarmos bem, o mundo pode ter mudado bastante, mas o mistério profundo de matrimônios felizes e duradouros segue o mesmo, continua como antes. Antes, como agora, o matrimônio é (e sempre foi) exigente, requer doação total, exige virtudes, esforço, renúncia, sacrifício, isso diluído no dia a dia, no ordinário da vida cotidiana com suas delícias e pesares próprios, com aquela certeza de que para cada dia basta seu cuidado.

 Mas a quem se dispõe a encarar o desafio com maturidade e valentia, reconhecendo e exercitando, diariamente, toda a grandeza da vida matrimonial, desfruta de não poucas alegrias e consolações. E o feliz exemplo de vida matrimonial, de testemunho de vida cristã, de Tomás e Paquita Alvira reafirma essa verdade e reacende em nossos corações a firme esperança de vivermos um santo matrimônio num “lar luminoso e alegre”. 

 

 Com o processo de canonização já iniciado, Tomás e Paquita Alvira já são Servos de Deus. Em breve, com a graça do Senhor, teremos mais um santo casal na Igreja. Rezemos nessa intenção.

 Oração a Tomás Alvira e Paquita

Deus Pai, que cumulastes de graça os vossos servos Paquita e Tomás, para que vivessem cristãmente o seu casamento e as suas obrigações profissionais e sociais, enviai-nos a força do Amor para sabermos difundir no mundo a grandeza da fidelidade e da santidade matrimonial. Dignai-vos glorificar estes vossos servos e concedei-me por sua intercessão o favor que vos peço... (peça-se). Amém. Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.


Em conformidade com os decretos do Papa Urbano VIII, declaramos que em nada se pretende prevenir o juízo da Autoridade eclesiástica, e que esta oração não tem finalidade alguma de culto público.

A todos os que obtiverem graças por intercessão de Tomás e Paquita pede-se o favor de comunicá-las à Prelazia do Opus Dei - Escritório para as Causas dos Santos através do formulário, ou pelo email ecs.br@opusdei.org, ou ainda enviando por correio para Rua João Cachoeira, 1496, CEP 04535-007, São Paulo, SP

Com aprovação eclesiástica

Fonte: https://opusdei.org/pt-br/section/tomas-and-paquita-alvira/

 

Dayane Negreiros

Entusiasta e divulgadora das catequeses sobre o amor humano no plano divino, de São João Paulo II, a Teologia do Corpo. Filha e devota de Nossa Senhora de Guadalupe. Pró-vida. Membro da Comissão de Bioética da Arquidiocese de Brasília.

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Rosemary Teixeira Brito

Rosemary Teixeira Brito

Que história linda! Esse é o verdadeiro sentido do amor verdadeir, o amor onde Deus se faz presente!
★★★★★DIA 26.08.18 09h48RESPONDER
Letícia B, Dayane Negreiros
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